Mostrando postagens com marcador Poesia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Poesia. Mostrar todas as postagens

domingo, 8 de março de 2020

A guerra

Lá fora o dia,
lânguido e frio,
pálido e triste.
Aqui estou eu,
cética e sozinha.

Lá fora o homem, 
a guerra e o frio,
o caos e a fome.
E o mundo vazio.

sexta-feira, 6 de março de 2020

A chuva

Era verão,
o  dia estava cinzento
e anunciava o amanhecer.
Uma sensação fria invadiu o meu corpo,
não me contive, comecei a correr.
O vento se rebelava e desmanchava os meus cabelos.
Um misto de prazer invadiu o meu ser
e eu me senti molhada,
... começou a chover!

Exílio

Ah amigo, como dói,
saber a tua sorte.
Te ver neste canto,
saber do teu desencanto.
E não poder mais, encantar o teu canto.

Ah amigo, como dói.
Dói te ver neste canto,
jogado ao desencanto
e sem nada poder fazer.

Ah amigo, como dói.
Dói ter que ficar no meu canto,
vendo o teu desencanto.
Sem pelo menos poder,
acalentar o teu canto.

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2020

Enigma (para o prof. Edmilson Pereira)


Procurei-te
em todos os versos e entrelinhas.
Desci ao âmago de cada poema
e ávida para desvendar seus mistérios,
indecifrável... encontrei-te.




segunda-feira, 2 de maio de 2011

Maio

Em pleno mês de maio, nada melhor que este afago poético do poeta  juiz-forano Carlos José Lopes em seu livro Pulsátil/1983:

                                                                 

Maio
desnuda árvores
e amores
enfeita noivas
o chão do parque

Maio
Teus pequenos dias
tuas pequenas luas
a boiarem no céu imenso

Maio
o outono evoca
tua tradição romântica
teu passado de esperanças lívidas
alimentando a cidade
atenta
às suas manhãs
tão úmidas
tua vastidão de horas
a impulsionar
minha alma
ávida de paixões

Maio
dilui-se rapidamente
não espera
que o tempo o segure
pra contar
suas histórias
aos poetas

sábado, 29 de janeiro de 2011

Justificativa

Eu escrevo porque o momento exige,
estou viva e não morta.
Minha imaginação aflora,
sinto o meu ser poeta.

Poeta que descreve a vida,
poeta que encobre a morte.
Eu escrevo porque a palavra se insinua,
ela é mágica e incitante.

Se fantasio ou não,
nem sinto!

sábado, 22 de janeiro de 2011

Parasita

Você foi implacável
julgando-se no direito de ter
e, talvez, o seu egoísmo
tenha te impedido de ver
o meu tempo anulado
para você sobreviver

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Momento

E a criança pedala sua bicicleta
Corre ao vento e contra o tempo
Lá vai o menino estrada afora
Alegre, feliz no seu momento.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

O bêbado

O homem em pé
O homem no chão
a sarjeta
a vida vencida
a luta perdida
e tudo em vão